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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

MÃE MATA O FILHO GAY E É CONDENADA A 25 ANOS DE PRISÃO


O Tribunal do Júri condenou a 25 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, a gerente Tatiana Ferreira Lozano Pereira, acusada de matar o próprio filho, Itaberli Lozano, de 17 anos, em Cravinhos, no interior de São Paulo. Dias antes do crime, o filho havia denunciado as agressões que sofreu da mãe, que não aceitava o fato de ele ser gay.

Outras dois envolvidos no crime, Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, foram condenados, cada um, a 21 anos e 8 meses de reclusão. As defesas vão entrar com recursos.

O crime aconteceu em dezembro de 2016.

O jovem havia passado a morar com a avó depois de ser agredido pela genitora, mas ela o atraiu à sua residência com o pretexto de fazer as pazes. No imóvel, com a ajuda dos outros dois condenados e de um adolescente de 16 anos, ela submeteu o adolescente a uma sessão de espancamento e depois o golpeou com facadas no pescoço. Após constatar a morte, Tatiana pediu ajuda ao marido, padrasto de Itaberli, para se livrar do corpo. O cadáver foi levado a um canavial e incendiado.

Ela só notificou a polícia sobre o desaparecimento do rapaz oito dias depois do crime. Foi necessária perícia para a identificação. Durante o processo, o Ministério Público sustentou que a ação tinha sido motivado por homofobia, pois a mulher não aceitava o filho ser homossexual.

Em depoimento, ela chegou a dizer que "não aguentava mais ele", reclamando que o menino levava homens para casa e usava drogas. Ela, no entanto, sempre negou a homofobia.

Padrasto

O julgamento do padrasto, Alex Canteli Pereira, foi adiado porque seu advogado, que também defendia a esposa, deixou o caso alegando conflito de interesses. Pereira responde pelo crime de ocultação de cadáver.

Durante o processo, o homem contou que a companheira havia relatado a ele como havia dado as facadas que mataram o enteado. Tatiana foi condenada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela foi levada para a penitenciária de Tremembé.

Já o julgamento do indivíduo ainda não tem data para ser retomado.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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