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sábado, 14 de janeiro de 2017

PERNAMBUCO ESTÁ ENTRE OS 10 ESTADOS MAIS PERIGOSOS NO TRÂNSITO

Pernambuco é um dos estados mais violentos do país quando o assunto é trânsito. Um levantamento inédito revelou que o estado é o nono do Brasil em números absolutos de morte no tráfego. Os municípios de Ouricuri; Trindade, no Sertão, e Agrestina, no Agreste, são as cidades com as maiores taxas de óbitos no estado. Já Abreu e Lima; Camaragibe e Glória do Goitá são as que menos registram mortes relacionadas ao trânsito. O índice é calculado levando em consideração o número de óbitos a cada 100 mil habitantes.

De acordo com a pesquisa encomendada pela empresa de bebidas alcoólicas AmBev e realizada pela consultoria Falconi divulgada este mês, Pernambuco registrou 1.948 óbitos por acidentes de trânsito em 2014. Cerca de 50% desses envolveram motociclistas. O estado tem índice de 21 óbitos por 100 mil habitantes, taxa ligeiramente inferior à nacional (21,9 no Brasil).

Segundo o relatório, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Brasília somaram quase 10% do total de mortes no trânsito registrados em 2014. A capital pernambucana é a quarta cidade do país em número de óbitos. O taxista Almir Bezerra, 57, que trabalha dirigindo há 35 anos, opina que a violência no trânsito da cidade vem da falta de educação dos motoristas. “O uso de celular ao volante, falta de atenção e pressa dos motoristas é o que tem de pior nas ruas”, afirmou.

O estudo é o mais recente sobre o tema e foi feito a partir do cruzamento de dados de entidades como Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Lançamos um olhar sobre a bibliografia existente sobre o tema e agrupamos as informações acreditando que o primeiro passo para trabalharmos a questão da segurança viária é ter informações sobre o assunto”, ressaltou o consultor da Falconi, Daniel Oliveira. “Os dados são uma contribuição em relação a esse problema. Já estamos realizando campanhas em São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo é, no futuro, levá-las a outros estados”, completou o diretor de relações corporativas, sustentabilidade e comunicação da Ambev, Renato Biava. Parte do Programa Ambev de Consumo Responsável em São Paulo e no Distrito Federal é o Dia de Responsa, quando funcionários da empresa visitam bares, restaurantes e distribuem material informativo sobre a importância do consumo moderado e os riscos do uso indevido de bebidas alcoólicas.

Parte do grupo que mais aparece nas estatísticas de acidentes de trânsito, o supervisor de call center Carlos Porto, 35 anos, usa motocicleta diariamente há 4 anos. Ele escolheu o meio de transporte pela agilidade e economia. “Já sofri dois acidentes. Os dois foram com ônibus, mas nenhum grave. Por causa da vulnerabilidade que temos na moto, minha mãe fica muito preocupada. Estou me planejando para comprar um carro”, disse.

Em 2016, a Secretaria Estadual de Saúde revelou que os acidentes envolvendo motocicletas em Pernambuco consumiram R$ 917 milhões dos cofres públicos. O dinheiro gasto nas esferas municipal, estadual e federal com acidentes de moto representa o mesmo valor que garante quatro anos de funcionamento do Hospital da Restauração (HR), maior emergência do Norte e Nordeste, que recebe a maior parte das vítimas em situação grave de acidente de trânsito no estado. O montante também equivale a 11 anos de funcionamento do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP). A média de idade dos motociclistas que morreram no estado é de 29 anos.

Diario de Pernambuco

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