ERGO 30

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

GOVERNADOR DE PE É INVESTIGADO POR SUSPEITA DE RECEBIMENTO DE PROPINA

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e o prefeito reeleito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), estão sendo investigados por suspeita de participação no superfaturamento de pelo menos R$ 42 milhões durante a construção da Arena Pernambuco, tocada pela Odebrecht.

As informações foram divulgadas pela IstoÉ, que obteve com exclusividade um despacho sigiloso do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, do último dia 3 de novembro.

No documento, Janot solicita ao ministro Teori Zavascki que mantenha no Supremo Tribunal Federal (STF) um inquérito único sobre Paulo Câmara, Geraldo Júlio, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) e o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE), que aponta fatos envolvendo os políticos com as irregularidades.

“Há indícios de irregularidades na atuação de dois núcleos, um econômico, formado por Andrade Gutierrez e Odebrecht, além de outras empresas; e um político, composto pelos então integrantes do Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado de Pernambuco”, diz Janot, para justificar seu pedido ao STF.

Ainda de acordo com a IstoÉ, os políticos formataram a licitação e podem ter favorecido à Odebrecht, que se saiu vencedora. “A construção da obra não teria ocorrido sem a colaboração dos agentes políticos que, primeiramente, autorizaram a construtora Odebrecht a realizar estudos preliminares e a elaborar o projeto básico da obra, sem a realização de qualquer procedimento de licitação”, diz relatório da Polícia Federal (PF) transcrito por Janot.

O caso é proveniente da Operação Fairplay, deflagrada no ano passado pela Polícia Federal em Pernambuco, mas foi tratado no Supremo como mais um desdobramento da Lava Jato. 

Como compensação por ter sido beneficiada, a empreiteira teria realizado o pagamento de propinas aos políticos, utilizadas para financiar campanhas eleitorais. A empresa Projetec, responsável pela auditoria da execução do contrato da arena, também é citada. 

No seu despacho, Janot determina à PF a realização de uma nova perícia contábil para apurar o dano ao erário proveniente dos contratos e o depoimento de quatro colaboradores, sendo dois da Odebrecht (Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira Ferreira) e dois da Andrade Gutierrez (Clóvis Primo e Rogério Nora de Sá).

Notícias ao Minuto

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