ERGO 30

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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ÁLVARO PORTO DENUNCIA: PREFEITO SUSPEITA DE INTERFERÊNCIA DA CASA CIVIL NA CAMPANHA DE LAJEDO

O Deputado Estadual Álvaro Porto (PSD) voltou a ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa para apontar uso de secretarias estaduais como instrumento de campanha eleitoral. Desta vez, o parlamentar trouxe à tona um episódio que expõe a preferência da Casa Civil pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito Antônio João Dourado, em Lajedo.

De acordo com o Deputado, que é da base do Governo Paulo Câmara, o repasse da segunda parcela de recursos para a construção do Matadouro daquele Município, emperrado desde 2014, foi autorizado em junho pelo governador Paulo Câmara (PSB), mas até agora não foi liberado. Segundo o Prefeito Rossini Blesmany (PSD), as informações que têm chegado a Lajedo é que o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, estaria por trás da suspensão do dinheiro.

Álvaro destacou que, em carta enviada por Rossini ao Secretário no último dia 3 de agosto, o Prefeito informou que os Dourados vem propagando que o Governo do Estado jamais destinará recursos para a obra e que Figueira está do lado deles. Para o Deputado, este posicionamento atribuído a Figueira anula a palavra do Governador de se manter neutro em municípios com mais de uma candidatura aliada. Na semana passada, Porto já havia denunciado que Sebastião Oliveira (PR), Secretário Transportes, vem fazendo uso eleitoral da pasta no Município de Brejão.

Álvaro Porto lembrou que no dia 10 de junho deste ano, Rossini foi recebido por Paulo Câmara, e que, naquele dia, a liberação do dinheiro foi autorizada. Na reunião, estavam também o deputado federal e presidente estadual do PSD, André de Paula, então secretário das Cidades, e o próprio Álvaro. “A audiência e a promessa do Governador foram divulgadas e Lajedo comemorou a notícia de que iria finalmente ganhar um matadouro erguido dentro das normas sanitárias, sem riscos para a saúde da população”, destacou o Deputado. 

Para Porto, como o dinheiro permanece emperrado e o Palácio segue em silêncio, os comentários que circulam em Lajedo acabam ganhando contornos de verdade. “Na carta que escreveu a Figueira, Rossini questiona o que precisa fazer para não ser tratado como adversário. Os sinais emitidos pelo Palácio só reforçam, porém, que alguns secretários têm preferência por candidatos e que estão usando seus cargos para fazer campanha”, frisou Álvaro Porto.

Carlos Eugênio

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